NÃO PRECISA PAGAR NINGUÉM PARA PEDIR BENEFÍCIO DO INSS, SERÁ MESMO? [Direito Previdenciário]

Recentemente, o próprio INSS publicou em suas redes que “não é preciso pagar ninguém para pedir benefício previdenciário.” De fato, não precisa. Mas, ouso dizer: é indispensável. Isso porque, na prática, o que mais se vê são benefícios concedidos com valores abaixo do devido, espécies incorretas e pedidos administrativos extintos por falta de documentos que o segurado, muitas vezes, nem sabia que eram necessários. Além disso, há benefícios, especialmente os relacionados a doenças incapacitantes, que só são reconhecidos na Justiça, depois de anos de luta e negativas administrativas indevidas. Por isso, não se trata de “pagar alguém”, mas de garantir o justo. Soma-se a isso o quase sempre precário atendimento, seja presencialmente, seja pelo número 135, onde segurados e advogados precisam enfrentar situações no mínimo constrangedoras. De fato, o próprio aplicativo Meu INSS é alvo constante de críticas, seja por instabilidade, seja pela falta de interatividade real com o usuário. Diante disso, é inevitável questionar: qual seria a real intenção da Autarquia ao publicar uma mensagem que, na prática, desestimula a assistência jurídica e contraria o exercício legítimo da advocacia, que existe justamente para defender o direito das pessoas? Não à toa, a publicação gerou reação imediata entre advogados em todo o país. O advogado previdenciarista é o profissional que conhece o caminho, domina a técnica e entende os riscos, garantindo que o segurado receba exatamente o que lhe é de direito. Mais que isso: quem atua na área sabe o quão importante é a concessão do melhor benefício possível, afinal, na vida real, ele define se uma família terá sustento, tratamento e dignidade. Sou Dr. Gabriel Nery, advogado, especialista em Controladoria Jurídica, Direito do Trabalho, Consumidor e Previdenciário. hashtag#ControladoriaJurídica hashtag#AdvocaciaNaPrática hashtag#VidaDeController hashtag#GestãoJurídica hashtag#DireitodoTrabalho hashtag#previdenciario hashtag#DireitodoConsumidor

QUANDO O TRÁFEGO PAGO COMEÇA A DITAR O DIREITO

A internet transformou a advocacia — e isso é inegável. Mas, junto com a visibilidade, surgiu um fenômeno preocupante: o Direito começou a ser moldado por algoritmos. Hoje, basta uma rápida rolagem nas redes sociais para encontrar uma enxurrada de conteúdos sobre rescisão indireta, BPC e salário-maternidade, por exemplo. Temas relevantes, sem dúvida — mas repetidos à exaustão, impulsionados por anúncios e estratégias de tráfego pago. Não há nada de errado em divulgar conhecimento jurídico. O problema é quando o mercado se fecha em bolhas de visibilidade, fazendo com que áreas de maior complexidade e rentabilidade passem despercebidas, simplesmente porque não “viralizam” tão bem. Mais do que isso, limitar-se a um único nicho pode fazer o advogado perder mais do que ganhar — e sim, estamos falando de honorários. Posso dar um exemplo: é comum ver postagens exaltando o êxito em ações de BPC, benefício cujo valor máximo é de um salário mínimo, e que pode perdurar por meses ou até por toda a vida — sem, contudo, representar previsibilidade ou grande retorno financeiro. Por outro lado, raramente se vêem publicações sobre revisão de benefícios, que podem gerar diferenças mensais superiores ao salário mínimo. Eu mesmo já fiz e vi casos com valores mensais acima de dois mil reais e retroativos que ultrapassam duzentos mil reais. Sim, exige maior domínio técnico e dedicação, mas um único caso bem estruturado pode render mais do que dez ações de BPC. O que se vê, infelizmente, é uma advocacia cada vez mais voltada ao que é popular, e menos ao que é estratégico, resumindo-se a temas que apenas se tornam virais. Na Justiça do Trabalho — área em que atuo com frequência —, o cenário é ainda mais preocupante. É comum encontrar petições iniciais baseadas em alegações frágeis, reproduzidas quase como fórmulas, sem o devido cuidado em verificar se há, de fato, uma violação jurídica real. Uma advocacia mais direcionada e menos marqueteira enxergaria melhor o que realmente importa — e, muitas vezes, o melhor resultado é não ajuizar. Porque o tempo gasto em uma demanda infundada é o mesmo tempo que poderia ser investido naquela que realmente tem fundamento e mérito. Ora, não é preciso muito para compreender que trabalhar mais nem sempre significa trabalhar melhor. Mas quem aprende a trabalhar com estratégia, extrai resultados maiores, com menos dispersão e mais propósito.   Sou Dr. Gabriel Nery, advogado, especialista em Controladoria Jurídica, Direito do Trabalho, Consumidor e Previdenciário. Atuo também na consultoria jurídica empresarial — e quero ajudar o seu escritório a se estruturar com eficiência e segurança.   #ControladoriaJurídica #AdvocaciaNaPrática #VidaDeController #GestãoJurídica #DireitodoTrabalho #previdenciario #DireitodoConsumidor  

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